Astronauta fotografa do espaço a Região Metropolitana de Belo Horizonte à noite


A astronauta italiana Samantha Cristoforetti fotografou da Estação Espacial Internacional (ISS) a Região Metropolitana de Belo Horizonte. É possível ver a cidade de Santa Luzia e suas principais localidades.

Águas da Fonte dos Camelos voltam a jorrar

Após denúncia do site Cidade Santa Luzia e do Brasil Urgente a Fonte dos Camelos volta a jorrar suas águas cristalinas, mas o risco ainda continua.

Bomba caseira é encontrada em caixa eletrônico de banco em Santa Luzia


Artefato encontrado na agência do Bradesco na Parte Baixa estava sem detonador e não havia nenhum dano na agência bancária. O GATE esteve no local para remover o explosivo.

Denúncia do Cidade Santa Luzia é tema de reportagem especial do Brasil Urgente Minas


Após nossa denúncia, a Band Minas foi conferir a situação da Fonte dos Camelos, em Santa Luzia/MG. Fotos e vídeo da fonte usadas na matéria foram publicados em nosso site.

Quatro meses atrasada, Prefeitura diz que vai assumir a iluminação pública

Prefeitura diz que vai assumir a manutenção da iluminação pública do município a partir de 1º de maio. O serviço deveria ser feito desde o início do ano.

Câmara dos Deputados decide extinguir pena de prisão para pichadores

Projeto prevê prestação de serviços à comunidade por cinco meses. Lei atual estabelece detenção de 3 meses a um ano, além de multa.

De: G1 Cidade

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (29) projeto de lei que ameniza a punição para quem picha edifícios e monumentos urbanos. A proposta acaba com a possibilidade de prisão para pichadores e estabelece como punição a prestação de serviços à comunidade por, no máximo, cinco meses.

Atualmente a lei estabelece pena de 3 meses a 1 ano de detenção, além de multa. O Código Penal prevê que qualquer pena de até um ano de prisão seja convertida em penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade e limitação da liberdade nos fins de semana.

O projeto original que altera a pena do crime de pichação, que estava na pauta da Câmara, dobrava a punição máxima hoje prevista na lei, estabelecendo até 2 anos de prisão. O texto, de autoria do deputado Domingos Neto (PROS-CE), também excluía o pichador de programas sociais do governo, como o Bolsa Família.

No entanto, o plenário aprovou uma emenda do deputado Alessandro Molon (PT-RJ) que modifica por completo o teor da proposta para amenizar em vez de aumentar a punição. Pela emenda do petista, além dos serviços comunitários, o pichador terá que reparar o dano causado ao dono do bem depredado. Em caso de reincidência, o tempo de prestação de serviços a comunidade passa de cinco para 10 meses, conforme a proposta.

O texto destaca que os serviços deverão estar relacionados, preferencialmente, a ações de conservação de edificações, patrimônio ou vias públicas. “A prestação de serviços à comunidade ligada à conservação de bens públicos, assim como a reparação do dano causado, tem efeito suficientemente pedagógico para prevenir a conduta”, argumentou Alessandro Molon, na justificativa da emenda.

Já o deputado Domingos Neto (PROS-CE) afirmou que pichadores deveriam ser excluídos de programas sociais e sofrer penas mais severas para não voltar a cometer o delito. “Não podemos deixar o governo financiar o crime. É isso que está acontecendo hoje. Pichador é uma forma de entrar no crime organizado.”

O deputado ressaltou ainda que atualmente, em conformidade com as regras previstas no Código de Processo Penal, a pena prevista para o crime de pichação já é convertida pelo juiz em prestação de serviços. “Com a nossa emenda fica explícito que quem sujou vai ter que limpar e além disso vai ter que prestar serviço à comunidade”, disse.

Descaso com o patrimônio mata a Fonte dos Camelos

Falta de cuidado e manutenção fizeram a Fonte dos Camelos virar um grande poço de água suja. Lixo dos moradores e descaso da administração matam fonte lendária.

Vídeo histórico mostra Presidente Juscelino Kubitschek em visita a Santa Luzia


Em visita a Santa Luzia, o Presidente Juscelino Kubitschek inspeciona caminhões da Empresa Frigorífico Minas Gerais S.A. (FRIMISA).

Fechamento de maternidade está levando à extinção de luzienses

Em um ano e seis meses, a população de Santa Luzia, cidade com mais de 220 mil habitantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, ganhou oficialmente apenas quatro crianças. Sabará, Lagoa Santa, Vespasiano e Matozinhos também estão com as portas fechadas para a realização de partos e as gestantes têm que dar à luz em unidades de saúde fora do município.

De: Estado de Minas Cidades

Em um ano e seis meses, a população de Santa Luzia, cidade com mais de 220 mil habitantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, ganhou oficialmente apenas quatro crianças. É que, desde o fechamento da única maternidade da cidade, a do Hospital São João de Deus, os bebês só têm a opção de nascer em Belo Horizonte ou em cidades vizinhas que dispõem de hospitais. A situação não é diferente em mais quatro cidades da Grande BH. Sabará, Lagoa Santa, Vespasiano e Matozinhos também estão com as portas fechadas para a realização de partos e as gestantes têm que dar à luz em unidades de saúde fora do município. Enquanto isso, dados da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte mostram ser crescente a presença de moradores de outras cidades nas sete maternidades do sistema público da capital. No intervalo de quatro anos, entre 2010 e 2014, o número de partos de mulheres de municípios vizinhos à capital ou do interior saltou de 9.358 para 12.074, aumento de 29%. Em relação ao total de nascimentos, a participação dessas mães passou de 34,1% dos 27.451 partos em 2010, para 42,5% dos 28.433 nascimentos do ano passado.

Além de representar um problema de saúde pública, já que há dificuldades de financiamento para manter o serviço, a interrupção dos procedimentos obstétricos nessas cidades gera um impacto direto na rede de Belo Horizonte. Mas para os municípios da Região Metropolitana, a suspensão chama a atenção para outro fato: a naturalidade dos bebês. Ao nascer na capital, a criança pode ser registrada nos cartórios de BH ou da cidade de domicílio dos pais. Mas, ainda que essa última opção seja considerada, essas cidades sem serviço de maternidade estão vendo sua população natural diminuir. Caso de Sabará, onde, desde 2008, quando a Maternidade da Santa Casa foi desativada, apenas 21 crianças nasceram no município. Todos os partos ocorreram em janeiro de 2010. Em Lagoa Santa, o problema vem desde outubro de 2013, quando os partos foram suspensos. Naquele ano, até a interrupção, foram feitos 93 partos normais e 215 cesarianas. Mas no ano passado e em 2015, nenhuma criança nasceu em unidades de saúde do município.

Em Santa Luzia, dois cartórios fazem o registro de crianças. Daniel Favorito, escrevente do Cartório de Registro Civil do Bairro São Benedito, explica que desde setembro de 2013 – quando a maternidade do Hospital São João de Deus foi fechada –, seu cartório registra a média mensal de 150 crianças que nascem fora do município. “À exceção das quatro crianças que nasceram na cidade desde então, não nascem mais luzienses”, afirma a escrevente Jane Aparecida de Souza, do Cartório Central de Registro Civil de Santa Luzia. “Por mês, registramos em média 25 crianças que nascem em Belo Horizonte. Este mês, já foram 36”, comentou Jane. Ds quatro bebês nascidos na cidade, um foi na porta do Hospital São João de Deus (que encerrou até o pronto-atendimento, no início do mês passado, e fechou completamente suas portas), dois bebês que nasceram na rua e um dentro do carro, a caminho da capital.