Queimadas se alastram por Santa Luzia e aumentam riscos de doenças respiratórias


Consideradas mais nocivas à saúde do que a poluição provocada pelos automóveis nas grandes metrópoles, as queimadas em terrenos baldios se espalham pela cidade nesta época do ano devido à redução das chuvas.
De: Exclusivo Cidade Santa Luzia CIDADE

Consideradas mais nocivas à saúde do que a poluição provocada pelos automóveis nas grandes metrópoles, as queimadas em terrenos baldios se espalham pela cidade nesta época do ano devido à redução das chuvas. O fogo é ateado como forma de “limpeza” das áreas desabitadas, normalmente cobertas pelo mato.

A prática é proibida pela lei de crimes ambientais, que prevê pena de prisão de até um ano.

Nas cidades as queimadas, geralmente, ocorrem de forma criminosa ou acidental como, por exemplo, quando uma pessoa joga pontas de cigarros em terrenos baldios. Algumas pessoas também utilizam o fogo na queima de lixo doméstico e limpeza de lotes baldios e com os ventos fortes, comuns nesta época do ano, as chamas se espalham causando danos ao meio ambiente e até às redes elétrica e telefônica.

“O fogo também acaba levando para dentro das residências, cobras, escorpiões, aranhas, ratos, entre outras espécies que fora do seu habitat natural, que podem causar acidentes aos seres humanos”, explica o biólogo do Marcelo Barbosa.

Mudanças climáticas acarretam efeitos nocivos à saúde na época da estiagem; com o aumento dos focos de queimadas esses males aumentam ainda mais por conta da fumaça e do material que fica em suspensão no ar, os problemas afetam principalmente crianças e idosos. O resultado disso é a super lotação nas unidades de saúde do Município, onde quase sempre os pacientes apresentam o mesmo quadro clínico, ou seja, doenças respiratórias.

Outro problema é o aumento da temperatura na região urbana, que acaba elevando muito o desconforto das pessoas. Já ao meio ambiente, os problemas mais graves são a degradação do solo, a morte de animais e da vegetação, principalmente quando o fogo ocorre nas Áreas Verdes e nas Áreas de Preservação Permanente (APP).
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